Sim, sabemos que há muitas mulheres que encontraram no empreendedorismo, a sua vocação, seja por necessidade ou pelo simples desejo de fazer algo diferente.

Também sabemos que a opção por esse tipo de negócio exige qualidades que incluem perseverança, dedicação extrema e um desejo insistente de ver o empreendimento prosperando e gerando resultados.

Mas para que isso ocorra na prática, sabemos ainda que além do desejo de prosperidade, dos cursos de aprimoramento, da dedicação extrema… é preciso poder contar com o apoio ‘daquela’ pessoa especial, certo?

E nesse caso, não importa se essa pessoa especial é o marido, namorado, ‘namorido’ ou um familiar _ filho ou filha; irmão ou irmã _ e sim, que seu apoio seja estimulante e consistente.

Mas, em se tratando do campo amoroso, essa área tão delicada, como será que os parceiros agem quando suas mulheres são empreendedoras? Mais atrapalham do que ajudam? Ajudam, desde que não atrapalhem? Estão ali para o que der e vier, ou não?

Antes de informar os dados, é importante ressaltar que mulheres de faixas etárias diversas _ entre 26 e 57 anos _ e negócios variados, responderam às perguntas.

E, entre estas, há designers, advogadas; mulheres que empreendem há muito e há pouco tempo, ou seja, a pesquisa mostrou que o ‘universo’ das mulheres que empreendem é bastante amplo e diversificado.

Algumas têm o apoio dos parceiros, outras não; algumas declararam que trabalham mais hoje do que quando trabalhadoras formais.

No entanto, não importam os dados específicos e os aspectos que se revelam com a pesquisa e sim, que se trata de um instrumento importante para todos que desejam saber a quantas ‘anda’ o empreendedorismo feminino no Brasil de hoje.

 

Entrevistadas sentem-se bem sucedidas, não voltariam para o regime CLT, embora reconheçam que trabalham mais enquanto empreendedoras e sim deixariam o parceiro por conta dos negócios

 

A seguir você acompanha quais foram os resultados obtidos diante das perguntas feitas às empreendedoras:

Sobre se os parceiros incentivam ou acham que elas devem voltar a trabalhar no mercado formal: 82,4% responderam que são incentivadas; já 17,6% disseram que os parceiros acham que elas deveriam voltar à formalidade.

Quanto se a carga horária dedicada ao trabalho ficou mais intensa: 64,7% disseram que sim; 17,6% disseram que não e 17,6% responderam ‘mais ou menos’.

Referente a questão se o parceiro acha que elas tinham mais tempo quando no mercado formal ou hoje, como empreendedoras, os dados foram: 35,3% acham que elas tinham mais tempo antes, na formalidade; 70,6% acham que têm mais tempo hoje.

E a qualidade do tempo juntos; o tempo dedicado ao relacionamento? Isso mudou agora que você empreende? Para 41,2% sim, mudou muito; para 29,4% mudou um pouco e também para 29,4% não mudou.

Financeiramente falando, o empreendedorismo funciona para você? O que seu parceiro pensa a respeito: 58,8% disseram que ‘sim’; ele acha que funciona; já para 11,8% dos homens, não funciona; enquanto 29,4% das entrevistadas responderam  ‘mais ou menos’.

Perguntadas sobre se o parceiro ajuda de forma prática, financeiramente ou indicando parcerias: 47,1% disseram que ‘sim, muito’; 29,4% responderam que ‘às vezes’; enquanto 23,5% disseram ‘nunca’.

E o tempo? Esse quesito fundamental e cada vez mais escasso atualmente? No caso das mulheres que, em sua maioria, têm duplas jornadas de trabalho (ou triplas), o tempo dedicado a si mesmas, hoje, empreendendo, é maior ou menor?

Veja as respostas: 23,5% acham que tem mais tempo hoje; 41,2% acham que tem menos tempo hoje; enquanto 35,3% disserem ‘mais ou menos’.

E quem ganha no relacionamento quando a mulher empreende? 70,6% disseram que são elas, ‘as ganhadoras’; enquanto 29,4% acreditam que são os homens.

E como as pessoas veem as mulheres que empreendem? Perguntadas sobre se são vistas como empreendedoras de sucesso: 64,7% disseram que SIM, são vistas como tal; enquanto que 41,2% disseram que NÃO são vistas como tal.

Você já teve que terminar uma relação amorosa para continuar empreendendo? As respostas para essa pergunta totalizaram o seguinte: 76,5% disseram que não; enquanto que 23,5% disseram que sim.

Parceiros amorosos ou negócios? Qual dos dois você escolheria? Veja as respostas que mostram que submissão não faz parte do perfil de uma empreendedora: 88,2% escolheriam os negócios; enquanto que apenas 17,6% optariam pelo parceiro.

Para finalizar: perguntadas sobre se ‘namorar ajuda ou compromete o empreendedorismo’: 29,4% das entrevistadas disseram que sim, compromete; enquanto 47,1% acreditam que ajuda.

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